segunda-feira, outubro 26, 2009

Duvidas da eternidade inexistente!


Será que já paramos para pensar realmente no eterno? Será que realmente temos noção do que é eterno?

Não sei por qual razão, nem de onde isso tenha surgido, mas tenho a leve impressão de que a resposta para a velha questão – Qual o sentido da vida?– seja alcançar o eterno. Para muitos deve ser.

E alcançar o eterno em qualquer nível, mesmo não se sabendo exatamente o que seja isso.

O que me faz pensar instantaneamente na velha máxima (da qual não me lembro o autor. Quem lembrar, me avise) de que nós, seres humanos, utilizamos apenas dez por cento de nossa capacidade cerebral. Então pergunto: se nenhum ser vivente conseguiu mensurar o cem por cento da capacidade da nossa massa cinzenta, quem pode garantir que tiramos proveito só de uma décima parte disso?

Se o universo - ou a plena capacidade cerebral - são totais desconhecidas, o que podemos dizer do eterno?

Adjetivo – 1. Fora do tempo, sem início ou fim; 2. que tem começo mas não tem fim (Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Ed. Objetiva)

Diz-se muito por aí do amor eterno. Livros são escritos, filmes são rodados, novelas tramadas. Mas todo amor tem um fim. E a maioria deles chega ao fim antes que a morte dê as caras.

Diz-se muito que os amores são passageiros (pois é, cada um diz uma coisa dependendo da fase que se vive), mas que as amizades são eternas. Mas, mais uma vez, as amizades também não são eternas. E o que pode parecer apenas um grito pessimista meu - à primeira leitura - pode ser justamente um sopro de realidade aos mais atentos.

Sem dizer daqueles que almejam a vida eterna. Se amor e amizade são tão perecíveis como uma lata de atum, a vida em si não pode valer mais que um copo de iogurte fora da geladeira. E é até um pouco cômico, como um pouco trágico, que muita gente por aí vive preocupado mais em garantir a sua vida eterna do que efetivamente – viver!

Como é tão trágico, como um pouco cômico, que muita gente queira viver tudo de uma vez só.

O que se pode concluir de toda essa parca filosofia? Absolutamente nada.

Apenas que eu não acredito no eterno, nem deixo mais ser possuído pela necessidade latente de buscar, o que quer que seja, algo que seja eterno.

Pessimismo? Desilusão? Revolta? Nada disso. Muito longe de tudo isso.

Apenas uma forma nova de pensar. Uma forma diferente de atiçar os neurônios. Uma permissão para remar contra a maré.

Nem convicções são eternas.


Se quiser ouvir a verdade, fique a vontade!

By Nina Maluf

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