quinta-feira, setembro 24, 2009

sobre crise e infortúnios





Acredito que vocês, assim como eu, estão fartos de ligar o televisor e ver crise, ligar o rádio e ver crise, abrir o jornal e ver crise, ir na reunião de pais da escola e ver crise. Agora vêm aqui pra relaxar e distrair os miolos e me encontra falando em crise.

Sim, vamos falar em crises, mas todas de uma vez. Com esses juros altos é perigoso até abordar assuntos em partes. O negócio é falar à vista.

Os Estados Unidos estão em crise. Coitadinhos deles. Tenho amigos que estão com o cenho franzido há tempos, alertando à todos que os estadunidenses são “os caras” e que se fosse você, estaria preocupado também. Eu, na verdade, quero que eles se explodam com suas estrelas e suas listras e sua crise obesa. Só espero que o negão que colocaram na presidência tenha sido eleito por suas capacidades administrativas e não por uma certa hipocrisia velada em querer apenas ganhar simpatia internacional na questão racial. Eles são bem racistas, e isso todos nós sabemos bem.

Aí pintou a crise da bolsa. Ou melhor, das bolsas. As bolsas sobem e descem, sobem e descem, num movimento quase circular, como se elas estivessem rodando... Então os grandes se descabelam e bradam enquanto perdem os seus milhões no bordel das ações. Bordel por bordel, prefiro os tradicionais. São mais democráticos.

A crise do dólar então é ridícula. Se o dólar sobe, os preços sobem, se o dólar cai, os preços continuam na mesma.

Já estão anunciando a crise da água. É óbvio que haverá a crise da água! Se não é desperdiçada, é poluída. Tem muito país por aí com discurso violento contra os países sub-desenvolvidos que não cuidam da água. Mas fazem o discurso de torneira aberta.

E a crise do petróleo? Essa é engraçada. Quando eu era moleque ensinaram que o petróleo no mundo iria acabar em 30 anos. Esse tempo já passou e ainda estão descobrindo novas jazidas. Ontem fui abastecer o carro e a gasolina aditivada estava R$3,29. Três paus e vinte e nove centavos o litro! Cadê esse petróleo todo?

Tenho percebido que, talvez até por essas crises supra-citadas (sempre quis escrever supra-citadas) as pessoas andam sofrendo de crises existenciais. Ou emocionais. Ou filosóficas, que seja. Mas o que tem de gente com crise por aí é uma monstruosidade. É um tal de gente que se casa e acha que não deveria, gente que se separa e entra em crise porque poderia esperar mais, gente que sonhou em abrir um restaurante e quando abre descobre que o que queria mesmo era ter uma lotérica, ou, como aconteceu com um amigo meu, quanto mais rico ficou, mais crises sofreu. Disse que dinheiro é como sogra. Mas como era papo de boteco, eu não me lembro da comparação.

Mas lembrei de uma colega antiga de trabalho, a Cris. Seu sobrenome começa com e, então, seguindo o padrão da empresa, o e e-mail dela era crise@etc. Claro que depois mudaram porque deu um sururu danado quando ela mandou um e-mail para um cliente e acharam que a nossa empresa estava em crise. Ela, inclusive, teve uma crise nervosa. Esse mundo está muito chiliquento!


Se quiser ouvir a verdade, Fique a vontade!!


BY Nina Maluf



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