
Bem,não acertei um numerozinho sequer na loteria! snif!. Estou achando que essa história de loteria é grupo, como se dizia antigamente.
Mas, na verdade, não estou nem aí para a loteria. Nem aí para a loteria, nem para o trabalho, nem para mim e nem para você. É Copa, oras, e a única coisa que motiva os brasileiros a continuarem vivendo são os jogos.
Todos os jogos acontecem no período em que eu estou trabalhando. Trabalhando? Qual o quê! Não posso ficar sem acompanhar os jogos. Todos!
Ainda mais porque faltam poucas figurinhas para eu completar o meu álbum, e tenho que ver cada cidadão que eu colei, atuando em campo.
Por exemplo o Chaouki Ben Saada, da Tunísia. Custou a sair a figurinha. E agora não vou ver o cara jogando? Nem pensar. O mesmo com o Christopher Birchall de Trinidad e Tobago. Troquei por três da Espanha de tão difícil que estava. Agora tenho que acompanhar a seleção de Trinidad e Tobago até ela sair da Copa.
Deixei um prato de macarrão esfriar num almoço desses, porque não descolei os olhos do jogo dos Estados Unidos com a Inglaterra.
E a estréia do Brasil, que beleza? Só consegui assistir a partir dos cinco do segundo tempo, porque todo o primeiro tempo e até duas horas antes de o jogo começar eu estava preso no trânsito impressionante que se formou aqui na Terra da Garoa. E o carro tem rádio, o que me deu uma lancinante angústia pq eu gosto de ver as coisas.
Ainda bem que brasileiro é este povo alegre e pude me distrair no trânsito infernal com alegres torcedores que fechavam os cruzamentos, que trafegavam pela calçada, que atiravam seus carros enfeitados com as cores nacionais em cima do meu e ainda tocavam aquela maldita corneta( A VUVUZELA) como que para desdenhar de mim e orgulhar-se de sua manobra desgraçada. Fuóóóóóó. Fuóóóóóóó.
Mas tudo bem; é Copa, é festa e não é por isso que vou desanimar.
Dá uma alegria danada ver o povo contente, orgulhoso de ser brasileiro, trajados com nossas cores nacionais, aquela combinação perfeita e harmônica do verde papagaio com o amarelo ovo que cai tão bem em qualquer circunstância.
Quase fui às lágrimas quando vi na TV uma mulher, já bem pra lá de Balzaca, que estava numa famosa rua de comércio popular aqui em São Paulo comprando centenas de bandeirinhas, bandeirolas, apitos, cornetas malditas, faixas e bandanas com motivos da Seleção Brasileira. Ela disse toda contente para a repórter: “- Ah, de quatro em quatro anos temos que torcer pelo Brasil, né?”.
É, minha filha, só de quatro em quatro anos. Sua ignorante subdesenvolvida miserável! Vote direito, sua desmiolada! Torça todos os dias pelo Brasil, sua cretina! Se não vai fazer nada, ao menos torça!
Vai Brasil! Fuóóóóóóó...
By Carol Maluf
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