
O fanatismo é a primeira expressão da ignorância.
Perdoem-me os fanáticos, mas na minha simplória visão de mundo, a verdadeira evolução humana está no respeito e na capacidade de se conviver com a heterogenia.
O que eu quero dizer com isso? Bem, o cidadão pode torcer para um time de futebol. É um esporte popular, bonito, que desperta emoções. Ficar feliz quando seu time ganha ou ficar chateado quando ele perde é normal, faz parte das expectativas humanas, das conquistas e das adversidades.
Mas o cidadão não pode colocar o seu time acima de qualquer outra coisa. Arrebentar a cara de um torcedor do outro time, matar uma pessoa da torcida rival, berrar e espernear numa mesa de bar quando alguém diz que o time pelo qual você torce não é o melhor do mundo. Se você é assim, me desculpe, você não é um torcedor apaixonado. Você é um ignorante.
Você pode acreditar no que você quiser. Só não pode ter preconceito com alguém que não freqüenta a mesma igreja ou que tenha crenças diversas à sua. Por fanatismo religioso pessoas se explodem levando junto outras inocentes. Pessoas vivem em função de sua crença e se esquecem de criar direito os seus filhos ou perdem mais tempo criticando as outras religiões do que fazendo algo que realmente presta na vida. Se você acha que o seu deus é mais poderoso que os outros e que as outras religiões não prestam, você não é um bom fiel. Você é um ignorante.
Já vi até briga envolvendo dois estudantes universitários. Um da ÚSPI encontrou com um da Universidade MÁQUI, ambos radicais em suas filosofias pseudo-universitárias, e a discussão sobre qual era melhor, mais tradicional, etc., acabou no chão, entre berros e sopapos. Não eram dois universitários idealistas e firmes. Eram duas bestas.
Não aceitar, evitar ou subestimar pessoas que possuem uma cor de pele diferente da sua, não importa qual seja a sua, é sinal que você pode ter todo o dinheiro do mundo, estudar nas melhores escolas e faculdades, mas que não passa de um sujeito com os mais baixos índices de evolução humana. A ignorância não está apenas na falta de leitura, de instrução, mas na pequenez do “espírito”, na falta de capacidade de entender que é vetado ao ser humano a capacidade de julgar o potencial de outrem pela cor da pele, dos olhos, dos cabelos ou pela marca da roupa.
Vote em quem você quiser, só não me venha dizer que apenas o seu partido presta, que apenas os ideais pregados pela sua legenda podem salvar o país. Não venha esfregar a sua bandeira na minha cara. E se me disser que é da “ala radical” de alguma coisa, ainda vai conseguir que eu pegue um certo asco pela sua causa.
Vista-se de preto e diga que só ouve rock. Pinte o cabelo de amarelo e diga que é pagodeiro. Use bonés, calças largas e camisas de time de basquete estadunidense e diga que é “mano”. Pinte o cabelo de verde, rebite-se toda com piercings, grafite-se com tatuagens e diga que é clubber. Eu direi para não se rotularem tanto. O mundo é muito maior do que isso. Expandir os horizontes (de forma saudável) faz parte da evolução humana. E música é algo muito saudável.
Não existe uma verdade absoluta. Lembrem-se: O fanatismo é a primeira expressão da ignorância.
BY Carol Maluf
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